Quero postar sem ter o que dizer.
Quero jogar tudo para o ar (a fist full of glitter). Quero tornar-me invisível agora e sair correndo nua pela rua, sem o sol me queimar. Quero correr, correr e correr até cansar. Até esgotar minha respiração e eu poder sentar ao meio fio e chorar por volta de 20 segundos, seguido de um cigarro que não deveria ser tragado.
Quero fugir das mentiras, das brigas, das pessoas. Eu vou viajar, eu vou sumir.
A palavra invisibilidade para mim nada mais é do que a mais pura liberdade.
Sinto-me leve agora.
3.2.10
27.1.10
backwardsupsidedown
Ando me encontrando por aí nos meus amores e desgostos. Ando mais serena e mais nervosa. Ando mais estrangeira, francesa, inglesa. Ando descobrindo novas palavras para dizer o que um dia possa vir a querer dizer. Ando aprendendo a mexer a língua mais rápido e a garganta. Ando mudando de signo, procurando estabilidade em algum lugar. Continuo como sempre procurando padrões, formas de deixar as coisas cada vez mais simples. Ando andando sozinha. Ida e volta. Ando procurando ouvidos, mas não encontro sons para eles. Eu ando por aí pedindo para não ser vista, para não responder a questão da professora, pedindo para ser invisível.
Talvez eu esteja toda ao contrário e não sei.
Ou sei.
14.1.10
English is a strange language
Eu tenho que postar isso. Um dos textos mais interessantes que já li:
___________________________
English is a strange language
English is a strange language.
There is no egg in the eggplant
No ham in the hamburger
And neither pine nor apple in the pineapple.
English muffins were not invented in England
French fries were not invented in France.
We sometimes take English for granted
But if we examine its paradoxes we find that
Quicksand takes you down slowly
Boxing rings are square
And a guinea pig is neither from Guinea nor is it a pig.
When the stars are out they are visible
But when the lights are out they are invisible
And why it is that when I wind up my watch
It starts
But when I wind up this poem
It ends.
(Source: Allen Galbraith)
___________________________
English is a strange language
English is a strange language.
There is no egg in the eggplant
No ham in the hamburger
And neither pine nor apple in the pineapple.
English muffins were not invented in England
French fries were not invented in France.
We sometimes take English for granted
But if we examine its paradoxes we find that
Quicksand takes you down slowly
Boxing rings are square
And a guinea pig is neither from Guinea nor is it a pig.
If writers write, how come fingers don't fing.
If the plural of tooth is teeth
Shouldn't the plural of phone booth be phone beeth
If the teacher taught,
Why didn't the preacher praught.
If a vegetarian eats vegetables
What the heck does a humanitarian eat!?
Why do people recite at a play
Yet play at a recital?
Park on driveways and
Drive on parkways
How can the weather be as hot as hell on one day
And as cold as hell on another
You have to marvel at the unique lunacy
Of a language where a house can burn up as
It burns down
And in which you fill in a form
By filling it out
And a bell is only heard once it goes!
English was invented by people, not computers
And it reflects the creativity of the human race
(Which of course isn't a race at all)
When the stars are out they are visible
But when the lights are out they are invisible
And why it is that when I wind up my watch
It starts
But when I wind up this poem
It ends.
(Source: Allen Galbraith)
...
Worst then not knowing who your soulmate is, is knowing that you'll never be with her/him.
And that's why I cry in the end of the movie. Every time.
I just can't help to feel it. Maybe if I didn't watch it tonight...
...
things would be different.
And that's why I cry in the end of the movie. Every time.
I just can't help to feel it. Maybe if I didn't watch it tonight...
...
things would be different.
11.1.10
Montanha Russa
A emoção do playcenter não acabou. Vira e mexe me pego pensando em voltar à montanha russa. Ao mesmo tempo lembro da sensação, mas penso que talvez, com a prática, me acostume com ela. Ou talvez penso em voltar nos momentos onde queria que nada mais importasse, mas tudo importa. Preciso voltar para as férias. Preciso me sentir de férias sempre. Sem estresse, sem pressa. Fazer tudo à hora ideal. Preciso de outros dias de montanha russa, seja esta qual for.
3.1.10
Playcenter
Fui no Playcenter. Primeira vez na minha vida que fui numa Montanha Russa. É russa mesmo. Antes eu tinha medo sem saber a sensação, mas com o novo ano resolvi enfrentar esse medo, achando eu que não seria nada demais. Quase morri. Não sirvo para essas coisas. Parece que se eu soltar as mãos, ou mesmo relaxar, eu posso cair e morrer.
Agora eu sei como é ir. E sei como é a sensação. E sei que para ir de novo é melhor começar com algo bem leve. BEM LEVE. Tipo carrossel.
Mas o melhor, o melhor foi na Loja do Playcenter. Lá vende pulseirinha "GLS". É a tal pulseirinha arco-íris. Um homem com a mulher e os dois filhos (um menino e uma menininha de colo) pede uma pulseirinha bonitinha de arco-íris para a filha. Depois de pegar ele recebe a informação do significado do arco-íris: não significa mais paz, como antigamente, agora é GAY. O cara solta a pulseira como se fosse pegar. Pensei, ao lado, olhando toda aquela cena: cuidado, não toque em mim, sou lésbica e contagiosa. O que a ignorância não faz hoje em dia não? Todo esse asco por uma pulseira arco-íris. Quem diria na minha época com todos aqueles desenhos da arco-íris, se não me engano: Rainbow Girl. Acho que é isso. Até hoje tenho uma fronha desse desenho. Ó céus! Será por isso? Será por tocar no arco-íris que "virei" lésbica? Ó céus, agora tudo faz sentido.
E como a brincadeira do cadeado que eu nunca gostei de brincar (aquela do "passa senão fede", ou engole o cadeado que não tem risco): passa senão vira gay. Não esquece o cadeado.
Agora eu sei como é ir. E sei como é a sensação. E sei que para ir de novo é melhor começar com algo bem leve. BEM LEVE. Tipo carrossel.
Mas o melhor, o melhor foi na Loja do Playcenter. Lá vende pulseirinha "GLS". É a tal pulseirinha arco-íris. Um homem com a mulher e os dois filhos (um menino e uma menininha de colo) pede uma pulseirinha bonitinha de arco-íris para a filha. Depois de pegar ele recebe a informação do significado do arco-íris: não significa mais paz, como antigamente, agora é GAY. O cara solta a pulseira como se fosse pegar. Pensei, ao lado, olhando toda aquela cena: cuidado, não toque em mim, sou lésbica e contagiosa. O que a ignorância não faz hoje em dia não? Todo esse asco por uma pulseira arco-íris. Quem diria na minha época com todos aqueles desenhos da arco-íris, se não me engano: Rainbow Girl. Acho que é isso. Até hoje tenho uma fronha desse desenho. Ó céus! Será por isso? Será por tocar no arco-íris que "virei" lésbica? Ó céus, agora tudo faz sentido.
E como a brincadeira do cadeado que eu nunca gostei de brincar (aquela do "passa senão fede", ou engole o cadeado que não tem risco): passa senão vira gay. Não esquece o cadeado.
1.1.10
São Paulo
São Paulo não é uma cidade. É um planeta totalmente diferente.
São Paulo é como passar um dia dentro de casa e ainda assim ter o conhecimento de estar em outro lugar. O vento que passa é diferente dentro de um apartamento fechado, janelas fechadas. À noite luzes se espalham por todo lugar. Da minha varanda de casa vejo alguns prédios e o céu. Aqui vejo o escuro iluminado por estrelas de cada janela acesa.
Este ano pela primeira vez vi um céu lindo em São Paulo. Não falo mal daqui, pelo contrário, por hora e por vezes sinto respirar melhor aqui. Nasci para cidade grande. Mas nada se equivale à beleza do céu de Brasília.
Não troco minha cidade por nada, apesar de muitas vezes querer ficar aqui (contanto que seja sempre em férias).
Como amo esta cidade: São Paulo e seus barulhos.
São Paulo é como passar um dia dentro de casa e ainda assim ter o conhecimento de estar em outro lugar. O vento que passa é diferente dentro de um apartamento fechado, janelas fechadas. À noite luzes se espalham por todo lugar. Da minha varanda de casa vejo alguns prédios e o céu. Aqui vejo o escuro iluminado por estrelas de cada janela acesa.
Este ano pela primeira vez vi um céu lindo em São Paulo. Não falo mal daqui, pelo contrário, por hora e por vezes sinto respirar melhor aqui. Nasci para cidade grande. Mas nada se equivale à beleza do céu de Brasília.
Não troco minha cidade por nada, apesar de muitas vezes querer ficar aqui (contanto que seja sempre em férias).
Como amo esta cidade: São Paulo e seus barulhos.
24.12.09
Feliz Natal para todos, um Feliz Natal...
Chegou o dia tão esperado. Como pessoa não judia, não cristã, não religiosa, eu me surpreendo com essa frase saindo de mim. Mas a verdade é que ando sonhando com esse dia. Faltam menos de 24 horas para eu dar os presentes de Natal. Isso mesmo, vocês leram certo. Para dar. Irei ganhar presentes? Alguns! Mas a ansiedade está mais em dá.
Deve ser a idade, pensei ontem na companhia de meu querido avô que, inocentemente, concordou com esse fato.
A verdade é que ando sonhando com a reação das pessoas ao entregar meus presentes. Ando sonhando também com o nascer-do-sol à beira da praia, no horizonte do mar. Ando sonhando com a fragilidade do sonhar.
Nas palavras de uma grande amiga minha, reduzidas para a minha crença:
Aos ateus um bom feriado sem sentido, mas que é bem legal, porque ninguém trabalha e ainda ganha presente!!!
Deve ser a idade, pensei ontem na companhia de meu querido avô que, inocentemente, concordou com esse fato.
A verdade é que ando sonhando com a reação das pessoas ao entregar meus presentes. Ando sonhando também com o nascer-do-sol à beira da praia, no horizonte do mar. Ando sonhando com a fragilidade do sonhar.
Nas palavras de uma grande amiga minha, reduzidas para a minha crença:
Aos ateus um bom feriado sem sentido, mas que é bem legal, porque ninguém trabalha e ainda ganha presente!!!
14.12.09
paz
Terminei o semestre. Terminei.
Minhas férias ainda nem chegaram, mas já sinto a tragada de paz no ambiente. Agora posso focar em mim.
São 5 horas da manhã, depois de 4 páginas manuscritas (que nem sei se ainda terei que reescrever). Fumo meu último cigarro antes de dormir. It tastes damn good. Minhas costas reclamam da má postura, mas elas também sentem o alívio das tragadas calmas.
Tenho que acordar 6h30. Tenho que imprimir o trabalho ainda na casa de minha mãe. Mas a falta de sono não me pertuba, porque eu finalmente cheguei ao fim. O trabalho está pronto, a prova está pronta. E é só.
Mais uma semana de trabalho traquilo. Será tranquilo e, bom, hoje, um pouco sonolento. Mas dormirei em paz. Não tenho mais nada para fazer de última hora. Não farei mais nada de última hora.
Eu prometo sem saber se vou cumprir. Mas espero.
Minhas férias ainda nem chegaram, mas já sinto a tragada de paz no ambiente. Agora posso focar em mim.
São 5 horas da manhã, depois de 4 páginas manuscritas (que nem sei se ainda terei que reescrever). Fumo meu último cigarro antes de dormir. It tastes damn good. Minhas costas reclamam da má postura, mas elas também sentem o alívio das tragadas calmas.
Tenho que acordar 6h30. Tenho que imprimir o trabalho ainda na casa de minha mãe. Mas a falta de sono não me pertuba, porque eu finalmente cheguei ao fim. O trabalho está pronto, a prova está pronta. E é só.
Mais uma semana de trabalho traquilo. Será tranquilo e, bom, hoje, um pouco sonolento. Mas dormirei em paz. Não tenho mais nada para fazer de última hora. Não farei mais nada de última hora.
Eu prometo sem saber se vou cumprir. Mas espero.
11.12.09
k. me
maybe that's a way people will realize how serious I am. Maybe people will realize how bad I'm feeling. Maybe I'll d. and no one will know. So I tell you now. I might be d.. I want to be d.. Or I want to k. him. Both. Them both. K., k., k., k....
that's bad writing there damn ass teacher.
that's bad writing there damn ass teacher.
7.12.09
daydreaming

A kitchen knife slicing your throat from side to side. That's a daydream that keeps me calm. I would love to play the murderer. I would love to see you bleed. Your death in my hands it's sweet tasteful revenge... of all you never tried to do.
Like ninja. Crossed arms, both holding knifes. Kitchen knifes. Uncross them in your throat. To the sound of Makin' Out.
Like ninja. Crossed arms, both holding knifes. Kitchen knifes. Uncross them in your throat. To the sound of Makin' Out.
5.12.09
calmante
um calmante seria bem vindo agora. não é estresse de hospital. não é estresse de faculdade. não é estresse de trabalho.
deve ser a lua. que eu não vejo há muito tempo e que não deu para ver no dia de ontem. nem tentei. perdi a vontade de ficar fora: na mão uma cerveja, um café. na outra um cigarro aceso. no escuro.
de repente esse foi o problema do dia: estava claro.
de repente o problema do dia foi quando o céu resolveu aparecer. de repente o problema do dia foi...
deve ser a lua. que eu não vejo há muito tempo e que não deu para ver no dia de ontem. nem tentei. perdi a vontade de ficar fora: na mão uma cerveja, um café. na outra um cigarro aceso. no escuro.
de repente esse foi o problema do dia: estava claro.
de repente o problema do dia foi quando o céu resolveu aparecer. de repente o problema do dia foi...
26.11.09
song 1
I'll be the one who stands beside you in the photograph
I'll be the one that's in your water when you want me there
I'll be the one you're falling over every time you laugh
and you say shut up, shut up, every time I say
I'll be the one who keeps you guessing, who swears a lot
I'll be the one that let your colour in the white wash
You'll be the one that knocks the man out I was beating up
and you say shut up, shut up, every time I say it
(Mark Owen - Makin' Out)
Needless to say.
I'll be the one that's in your water when you want me there
I'll be the one you're falling over every time you laugh
and you say shut up, shut up, every time I say
I'll be the one who keeps you guessing, who swears a lot
I'll be the one that let your colour in the white wash
You'll be the one that knocks the man out I was beating up
and you say shut up, shut up, every time I say it
(Mark Owen - Makin' Out)
Needless to say.
24.11.09
meu livro / egoísmo
Será egoísmo
pensar em mim
e você no leito?
não me vejo em um enterro
não ainda
não agora
não há lágrimas
não há choro
I'm numb
(Só o inglês me vale nesse momento.)
Anestesia não me cabe
Não sinto nada.
Nenhum passarinho morreu
nem gato, nem cachorro
Será minha vez?
Será egoísmo?
Pelo menos um tem que viver
Para eu escrever meu livro
Será egoísmo?
pensar em mim
e você no leito
Seria eu insensível?
Será desespero se manifestando pelos vícios?
São dois por vez
Um atrás do outro
Um acaba o outro vive
Até eu acabar o meu conto.
Não me vejo em cemitério
Nunca fui a um funeral
Não há morte tão perto
Não choro
Não grito
I'm numb
Só o inglês me cabe agora
O inglês e o vício
Pelo menos um tem que viver
Para eu escrever o meu livro
Será egoísmo?
pensar em mim
e você no leito?
não me vejo em um enterro
não ainda
não agora
não há lágrimas
não há choro
I'm numb
(Só o inglês me vale nesse momento.)
Anestesia não me cabe
Não sinto nada.
Nenhum passarinho morreu
nem gato, nem cachorro
Será minha vez?
Será egoísmo?
Pelo menos um tem que viver
Para eu escrever meu livro
Será egoísmo?
pensar em mim
e você no leito
Seria eu insensível?
Será desespero se manifestando pelos vícios?
São dois por vez
Um atrás do outro
Um acaba o outro vive
Até eu acabar o meu conto.
Não me vejo em cemitério
Nunca fui a um funeral
Não há morte tão perto
Não choro
Não grito
I'm numb
Só o inglês me cabe agora
O inglês e o vício
Pelo menos um tem que viver
Para eu escrever o meu livro
Será egoísmo?
23.11.09
páginas por horas
Mais um dia ao léu. Pequenas tarefas sendo feitas, mas sem muitos compromissos. Me assusto comigo mesma. Ora, só faltam mais 200 páginas. E mais 200 acompanhantes. É rápido, é indolor. Na verdade, é até prazeroso. Então o que me falta?
Talvez horas. Definitivamente horas.
Falta-me horas para ser tudo que preciso/quero ser.
Talvez horas. Definitivamente horas.
Falta-me horas para ser tudo que preciso/quero ser.
20.11.09
calmo & límpido
Tento me lembrar todo dia que estou começando tudo de novo. Com pessoas que estão começando tudo pela primeira vez. Que já tiveram alguns meses, ou 2 ou 3 semestres de início. Me sinto à margem rasa, boiando em água calma e límpida. E vendo todos os outros embaixo, no fundo, tentando subir e nadando contra uma corrente que vai de cima para baixo.
Lembro que não sei boiar e vira-e-mexe bebo um pouco d'água, sem vontade. Até lembrar que ainda estou nadando no raso, em água calma e límpida.
Já tentei ajudá-los a subir. Mas parecem brincar na correnteza de cima para baixo que não afoga, mas não os deixam ver a beleza que é olhar daqui de cima, boiando em água clara e tranquila.
Lembro-me do agonizante Mito da Caverna. Já não aguento mais lê-lo e falar sobre ele. Me sinto como uma filósofa. Como quem vê a luz. De fato. Eu vejo a luz, boiando em água calma e límpida, no raso.
E bebendo água para matar minha sede.
Lembro que não sei boiar e vira-e-mexe bebo um pouco d'água, sem vontade. Até lembrar que ainda estou nadando no raso, em água calma e límpida.
Já tentei ajudá-los a subir. Mas parecem brincar na correnteza de cima para baixo que não afoga, mas não os deixam ver a beleza que é olhar daqui de cima, boiando em água clara e tranquila.
Lembro-me do agonizante Mito da Caverna. Já não aguento mais lê-lo e falar sobre ele. Me sinto como uma filósofa. Como quem vê a luz. De fato. Eu vejo a luz, boiando em água calma e límpida, no raso.
E bebendo água para matar minha sede.
17.11.09
Altas
Quero altas, por favor.
Uma pausa. Quero ver as pessoas em câmera lenta como na tela do cinema.
Eu me mover como uma Deusa. Enquanto meus servos, aos embalos da lerdeza se movem e eu observo. Tudo a minha volta se mexendo muito lentamente, enquanto eu paro e procuro padrões.
Quero altas.
Quero pausar.
Não quero mais câmera lenta.
Quero tudo parado e só eu me mexendo.
Como Deusa.
Quero estudar em altas. Quero dormir em altas. E deixá-los acordar depois de algumas horas. Horas minhas de emoção. Horas minhas de ser tudo e nada. Horas minhas do fim do mundo. Quero ver o fim do mundo e voltar para avisar.
Quero altas. Quando foi que a vida deixou de ser uma grande brincadeira para ser um jogo de vida ou morte?
Uma pausa. Quero ver as pessoas em câmera lenta como na tela do cinema.
Eu me mover como uma Deusa. Enquanto meus servos, aos embalos da lerdeza se movem e eu observo. Tudo a minha volta se mexendo muito lentamente, enquanto eu paro e procuro padrões.
Quero altas.
Quero pausar.
Não quero mais câmera lenta.
Quero tudo parado e só eu me mexendo.
Como Deusa.
Quero estudar em altas. Quero dormir em altas. E deixá-los acordar depois de algumas horas. Horas minhas de emoção. Horas minhas de ser tudo e nada. Horas minhas do fim do mundo. Quero ver o fim do mundo e voltar para avisar.
Quero altas. Quando foi que a vida deixou de ser uma grande brincadeira para ser um jogo de vida ou morte?
15.11.09
mamulenga
Já imagino de antimão. Uma parede. Verde. Não, branca. Enfeitada com milhões de cartões postais, imagens de revistas, desenhos, adesivos. Não, enfeitada com milhões de post it, páginas impressas e com a luz de um retroprojetor. A parede conta histórias. Minhas histórias. Minha família. A história do alfa. À direita encontra-se jogada ao chão uma escritora iniciante. Ela está deitada. Pés apontados para a parede decorada. Cabelos esvoçados, como se passasse pelo meio de uma ventania, mas não há vento naquele quarto fechado. Há uma fumaça exalada da boca dela. Cabeça apoiada, deitada em um travesseiro grosso, grande e quadrado, decorado com uma fronha com aparência velha, ou melhor, retrô, elevando seu corpo a uma posicões de 45º, se posso então chutar. Ela está em perfeitas condições de ver a decoração que armara na parede. No quarto fechado há móveis. Mas eles foram excluídos da visão, da tradução, para deixar a coisa mais hollywoodiana. Mas têm. Ela não sabe por onde começar a organizações dos fatos. Não é um bloqueio criativo. É um bloqueio organizacional, de uma mente que não permite exagerada arrumação. É um defeito próprio mental dela e de sua never ending bagunça organizada.
Ela lembra quando ela foi começar e como ela não sabia como colher as informações. Mas o velho foi levando-a em um passeio de barco em águas sempre calmas, mesmo quando manchadas de sangue ou lama. E tudo foi escrevendo-se por si só. Cronologias, histórias, pensamento, críticas da autora. Os pontos de vista dela. "Será que foi o velho que escreveu tudo isso?" - se indaga a escritora iniciante. "Eu nunca conseguirei terminar esse livro.", "como pude pensar em mim, como escritora?" - pensamentos pessimistas de autores iniciantes normais. E ela se toca e vê sua cena como vos conto. Ela deitada, em seu último trago do cigarro, olhando para a parede decorada, em um quarto fechado que tem móveis, mas eles não contam.
Ela é agora sua personagem, sua mamulenga. E a mamulenga diz: "eu consigo". E se derrama no chão enquanto a escritora iniciante apaga o cigarro e sai para fazer um chá.
Ela lembra quando ela foi começar e como ela não sabia como colher as informações. Mas o velho foi levando-a em um passeio de barco em águas sempre calmas, mesmo quando manchadas de sangue ou lama. E tudo foi escrevendo-se por si só. Cronologias, histórias, pensamento, críticas da autora. Os pontos de vista dela. "Será que foi o velho que escreveu tudo isso?" - se indaga a escritora iniciante. "Eu nunca conseguirei terminar esse livro.", "como pude pensar em mim, como escritora?" - pensamentos pessimistas de autores iniciantes normais. E ela se toca e vê sua cena como vos conto. Ela deitada, em seu último trago do cigarro, olhando para a parede decorada, em um quarto fechado que tem móveis, mas eles não contam.
Ela é agora sua personagem, sua mamulenga. E a mamulenga diz: "eu consigo". E se derrama no chão enquanto a escritora iniciante apaga o cigarro e sai para fazer um chá.
13.11.09
cat.artse
catarse
ca.tar.se
sf (gr kátharsis) 1 Purgação. 2 Purificação. 3 Psicol e Med Método de purificação mental que consiste em revocar à consciência os estados afetivos recalcados, para aliviar o doente dos desarranjos físicos e mentais oriundos do recalcamento. (Michaelis)
Em outras palavras (minhas) uma série de ups and downs de um dia de mais de 30 horas (o unibanco fica para trás). Felicidades e tristezas misturadas em sentimentos de desesperos e alívios. E costuma terminar no alívio, na catarse. Continue assim. Mude as experiências. Mude os acontecimentos. Mude a história. Me deixa escrever outra história. O meu livro, algumas provas.
Muda, volta. Quero alívios pequenos, sem coração acelerado, sem lágrimas contidas, sem me mostrar forte nos momentos em que quero simplesmente cair, dormir, deixar acontecer. Quero e não quero. Quero ser suas rodinhas traseiras de bicicleta, até você não precisar mais e me jogar fora. Por favor, me joga fora. Me usa só quando quiser.
Take me back from the start.
ca.tar.se
sf (gr kátharsis) 1 Purgação. 2 Purificação. 3 Psicol e Med Método de purificação mental que consiste em revocar à consciência os estados afetivos recalcados, para aliviar o doente dos desarranjos físicos e mentais oriundos do recalcamento. (Michaelis)
Em outras palavras (minhas) uma série de ups and downs de um dia de mais de 30 horas (o unibanco fica para trás). Felicidades e tristezas misturadas em sentimentos de desesperos e alívios. E costuma terminar no alívio, na catarse. Continue assim. Mude as experiências. Mude os acontecimentos. Mude a história. Me deixa escrever outra história. O meu livro, algumas provas.
Muda, volta. Quero alívios pequenos, sem coração acelerado, sem lágrimas contidas, sem me mostrar forte nos momentos em que quero simplesmente cair, dormir, deixar acontecer. Quero e não quero. Quero ser suas rodinhas traseiras de bicicleta, até você não precisar mais e me jogar fora. Por favor, me joga fora. Me usa só quando quiser.
Take me back from the start.
12.11.09
Il était une fois...
Um mundo que revive. Revive e grita. É a volta de um discurso pessoal, o chamado monólogo. Quando a mente volta a sintonizar, eu a derrubo com palavras de vários outros. Não sou um canal de televisão. Sou uma outra dimensão organizada na minha desorganização. Uma mente abstrata e concreta. Sou cheia de contrários.
Volto, mas não volto eu. Volto como novidade. Como peculiaridade de uma nova época. De um novo vocabulário, com mais um idioma. Com mais diálogos mentais, com menos travessões, com menos imaginação viajante (less wandering) e mais confusões mentais causadas por outros e outras.
São as novas informações fazendo efeito. Aos poucos... aos muitos. São muitas idéias ao mesmo tempo.
Tentarei acompanhar-me.
Volto, mas não volto eu. Volto como novidade. Como peculiaridade de uma nova época. De um novo vocabulário, com mais um idioma. Com mais diálogos mentais, com menos travessões, com menos imaginação viajante (less wandering) e mais confusões mentais causadas por outros e outras.
São as novas informações fazendo efeito. Aos poucos... aos muitos. São muitas idéias ao mesmo tempo.
Tentarei acompanhar-me.
Assinar:
Postagens (Atom)