I'll be the one who stands beside you in the photograph
I'll be the one that's in your water when you want me there
I'll be the one you're falling over every time you laugh
and you say shut up, shut up, every time I say
I'll be the one who keeps you guessing, who swears a lot
I'll be the one that let your colour in the white wash
You'll be the one that knocks the man out I was beating up
and you say shut up, shut up, every time I say it
(Mark Owen - Makin' Out)
Needless to say.
26.11.09
24.11.09
meu livro / egoísmo
Será egoísmo
pensar em mim
e você no leito?
não me vejo em um enterro
não ainda
não agora
não há lágrimas
não há choro
I'm numb
(Só o inglês me vale nesse momento.)
Anestesia não me cabe
Não sinto nada.
Nenhum passarinho morreu
nem gato, nem cachorro
Será minha vez?
Será egoísmo?
Pelo menos um tem que viver
Para eu escrever meu livro
Será egoísmo?
pensar em mim
e você no leito
Seria eu insensível?
Será desespero se manifestando pelos vícios?
São dois por vez
Um atrás do outro
Um acaba o outro vive
Até eu acabar o meu conto.
Não me vejo em cemitério
Nunca fui a um funeral
Não há morte tão perto
Não choro
Não grito
I'm numb
Só o inglês me cabe agora
O inglês e o vício
Pelo menos um tem que viver
Para eu escrever o meu livro
Será egoísmo?
pensar em mim
e você no leito?
não me vejo em um enterro
não ainda
não agora
não há lágrimas
não há choro
I'm numb
(Só o inglês me vale nesse momento.)
Anestesia não me cabe
Não sinto nada.
Nenhum passarinho morreu
nem gato, nem cachorro
Será minha vez?
Será egoísmo?
Pelo menos um tem que viver
Para eu escrever meu livro
Será egoísmo?
pensar em mim
e você no leito
Seria eu insensível?
Será desespero se manifestando pelos vícios?
São dois por vez
Um atrás do outro
Um acaba o outro vive
Até eu acabar o meu conto.
Não me vejo em cemitério
Nunca fui a um funeral
Não há morte tão perto
Não choro
Não grito
I'm numb
Só o inglês me cabe agora
O inglês e o vício
Pelo menos um tem que viver
Para eu escrever o meu livro
Será egoísmo?
23.11.09
páginas por horas
Mais um dia ao léu. Pequenas tarefas sendo feitas, mas sem muitos compromissos. Me assusto comigo mesma. Ora, só faltam mais 200 páginas. E mais 200 acompanhantes. É rápido, é indolor. Na verdade, é até prazeroso. Então o que me falta?
Talvez horas. Definitivamente horas.
Falta-me horas para ser tudo que preciso/quero ser.
Talvez horas. Definitivamente horas.
Falta-me horas para ser tudo que preciso/quero ser.
20.11.09
calmo & límpido
Tento me lembrar todo dia que estou começando tudo de novo. Com pessoas que estão começando tudo pela primeira vez. Que já tiveram alguns meses, ou 2 ou 3 semestres de início. Me sinto à margem rasa, boiando em água calma e límpida. E vendo todos os outros embaixo, no fundo, tentando subir e nadando contra uma corrente que vai de cima para baixo.
Lembro que não sei boiar e vira-e-mexe bebo um pouco d'água, sem vontade. Até lembrar que ainda estou nadando no raso, em água calma e límpida.
Já tentei ajudá-los a subir. Mas parecem brincar na correnteza de cima para baixo que não afoga, mas não os deixam ver a beleza que é olhar daqui de cima, boiando em água clara e tranquila.
Lembro-me do agonizante Mito da Caverna. Já não aguento mais lê-lo e falar sobre ele. Me sinto como uma filósofa. Como quem vê a luz. De fato. Eu vejo a luz, boiando em água calma e límpida, no raso.
E bebendo água para matar minha sede.
Lembro que não sei boiar e vira-e-mexe bebo um pouco d'água, sem vontade. Até lembrar que ainda estou nadando no raso, em água calma e límpida.
Já tentei ajudá-los a subir. Mas parecem brincar na correnteza de cima para baixo que não afoga, mas não os deixam ver a beleza que é olhar daqui de cima, boiando em água clara e tranquila.
Lembro-me do agonizante Mito da Caverna. Já não aguento mais lê-lo e falar sobre ele. Me sinto como uma filósofa. Como quem vê a luz. De fato. Eu vejo a luz, boiando em água calma e límpida, no raso.
E bebendo água para matar minha sede.
17.11.09
Altas
Quero altas, por favor.
Uma pausa. Quero ver as pessoas em câmera lenta como na tela do cinema.
Eu me mover como uma Deusa. Enquanto meus servos, aos embalos da lerdeza se movem e eu observo. Tudo a minha volta se mexendo muito lentamente, enquanto eu paro e procuro padrões.
Quero altas.
Quero pausar.
Não quero mais câmera lenta.
Quero tudo parado e só eu me mexendo.
Como Deusa.
Quero estudar em altas. Quero dormir em altas. E deixá-los acordar depois de algumas horas. Horas minhas de emoção. Horas minhas de ser tudo e nada. Horas minhas do fim do mundo. Quero ver o fim do mundo e voltar para avisar.
Quero altas. Quando foi que a vida deixou de ser uma grande brincadeira para ser um jogo de vida ou morte?
Uma pausa. Quero ver as pessoas em câmera lenta como na tela do cinema.
Eu me mover como uma Deusa. Enquanto meus servos, aos embalos da lerdeza se movem e eu observo. Tudo a minha volta se mexendo muito lentamente, enquanto eu paro e procuro padrões.
Quero altas.
Quero pausar.
Não quero mais câmera lenta.
Quero tudo parado e só eu me mexendo.
Como Deusa.
Quero estudar em altas. Quero dormir em altas. E deixá-los acordar depois de algumas horas. Horas minhas de emoção. Horas minhas de ser tudo e nada. Horas minhas do fim do mundo. Quero ver o fim do mundo e voltar para avisar.
Quero altas. Quando foi que a vida deixou de ser uma grande brincadeira para ser um jogo de vida ou morte?
15.11.09
mamulenga
Já imagino de antimão. Uma parede. Verde. Não, branca. Enfeitada com milhões de cartões postais, imagens de revistas, desenhos, adesivos. Não, enfeitada com milhões de post it, páginas impressas e com a luz de um retroprojetor. A parede conta histórias. Minhas histórias. Minha família. A história do alfa. À direita encontra-se jogada ao chão uma escritora iniciante. Ela está deitada. Pés apontados para a parede decorada. Cabelos esvoçados, como se passasse pelo meio de uma ventania, mas não há vento naquele quarto fechado. Há uma fumaça exalada da boca dela. Cabeça apoiada, deitada em um travesseiro grosso, grande e quadrado, decorado com uma fronha com aparência velha, ou melhor, retrô, elevando seu corpo a uma posicões de 45º, se posso então chutar. Ela está em perfeitas condições de ver a decoração que armara na parede. No quarto fechado há móveis. Mas eles foram excluídos da visão, da tradução, para deixar a coisa mais hollywoodiana. Mas têm. Ela não sabe por onde começar a organizações dos fatos. Não é um bloqueio criativo. É um bloqueio organizacional, de uma mente que não permite exagerada arrumação. É um defeito próprio mental dela e de sua never ending bagunça organizada.
Ela lembra quando ela foi começar e como ela não sabia como colher as informações. Mas o velho foi levando-a em um passeio de barco em águas sempre calmas, mesmo quando manchadas de sangue ou lama. E tudo foi escrevendo-se por si só. Cronologias, histórias, pensamento, críticas da autora. Os pontos de vista dela. "Será que foi o velho que escreveu tudo isso?" - se indaga a escritora iniciante. "Eu nunca conseguirei terminar esse livro.", "como pude pensar em mim, como escritora?" - pensamentos pessimistas de autores iniciantes normais. E ela se toca e vê sua cena como vos conto. Ela deitada, em seu último trago do cigarro, olhando para a parede decorada, em um quarto fechado que tem móveis, mas eles não contam.
Ela é agora sua personagem, sua mamulenga. E a mamulenga diz: "eu consigo". E se derrama no chão enquanto a escritora iniciante apaga o cigarro e sai para fazer um chá.
Ela lembra quando ela foi começar e como ela não sabia como colher as informações. Mas o velho foi levando-a em um passeio de barco em águas sempre calmas, mesmo quando manchadas de sangue ou lama. E tudo foi escrevendo-se por si só. Cronologias, histórias, pensamento, críticas da autora. Os pontos de vista dela. "Será que foi o velho que escreveu tudo isso?" - se indaga a escritora iniciante. "Eu nunca conseguirei terminar esse livro.", "como pude pensar em mim, como escritora?" - pensamentos pessimistas de autores iniciantes normais. E ela se toca e vê sua cena como vos conto. Ela deitada, em seu último trago do cigarro, olhando para a parede decorada, em um quarto fechado que tem móveis, mas eles não contam.
Ela é agora sua personagem, sua mamulenga. E a mamulenga diz: "eu consigo". E se derrama no chão enquanto a escritora iniciante apaga o cigarro e sai para fazer um chá.
13.11.09
cat.artse
catarse
ca.tar.se
sf (gr kátharsis) 1 Purgação. 2 Purificação. 3 Psicol e Med Método de purificação mental que consiste em revocar à consciência os estados afetivos recalcados, para aliviar o doente dos desarranjos físicos e mentais oriundos do recalcamento. (Michaelis)
Em outras palavras (minhas) uma série de ups and downs de um dia de mais de 30 horas (o unibanco fica para trás). Felicidades e tristezas misturadas em sentimentos de desesperos e alívios. E costuma terminar no alívio, na catarse. Continue assim. Mude as experiências. Mude os acontecimentos. Mude a história. Me deixa escrever outra história. O meu livro, algumas provas.
Muda, volta. Quero alívios pequenos, sem coração acelerado, sem lágrimas contidas, sem me mostrar forte nos momentos em que quero simplesmente cair, dormir, deixar acontecer. Quero e não quero. Quero ser suas rodinhas traseiras de bicicleta, até você não precisar mais e me jogar fora. Por favor, me joga fora. Me usa só quando quiser.
Take me back from the start.
ca.tar.se
sf (gr kátharsis) 1 Purgação. 2 Purificação. 3 Psicol e Med Método de purificação mental que consiste em revocar à consciência os estados afetivos recalcados, para aliviar o doente dos desarranjos físicos e mentais oriundos do recalcamento. (Michaelis)
Em outras palavras (minhas) uma série de ups and downs de um dia de mais de 30 horas (o unibanco fica para trás). Felicidades e tristezas misturadas em sentimentos de desesperos e alívios. E costuma terminar no alívio, na catarse. Continue assim. Mude as experiências. Mude os acontecimentos. Mude a história. Me deixa escrever outra história. O meu livro, algumas provas.
Muda, volta. Quero alívios pequenos, sem coração acelerado, sem lágrimas contidas, sem me mostrar forte nos momentos em que quero simplesmente cair, dormir, deixar acontecer. Quero e não quero. Quero ser suas rodinhas traseiras de bicicleta, até você não precisar mais e me jogar fora. Por favor, me joga fora. Me usa só quando quiser.
Take me back from the start.
12.11.09
Il était une fois...
Um mundo que revive. Revive e grita. É a volta de um discurso pessoal, o chamado monólogo. Quando a mente volta a sintonizar, eu a derrubo com palavras de vários outros. Não sou um canal de televisão. Sou uma outra dimensão organizada na minha desorganização. Uma mente abstrata e concreta. Sou cheia de contrários.
Volto, mas não volto eu. Volto como novidade. Como peculiaridade de uma nova época. De um novo vocabulário, com mais um idioma. Com mais diálogos mentais, com menos travessões, com menos imaginação viajante (less wandering) e mais confusões mentais causadas por outros e outras.
São as novas informações fazendo efeito. Aos poucos... aos muitos. São muitas idéias ao mesmo tempo.
Tentarei acompanhar-me.
Volto, mas não volto eu. Volto como novidade. Como peculiaridade de uma nova época. De um novo vocabulário, com mais um idioma. Com mais diálogos mentais, com menos travessões, com menos imaginação viajante (less wandering) e mais confusões mentais causadas por outros e outras.
São as novas informações fazendo efeito. Aos poucos... aos muitos. São muitas idéias ao mesmo tempo.
Tentarei acompanhar-me.
28.12.07
30.6.06
Monólogo Inventado: ...do desespero.
Mãe, será que é a gente? Será que a gente erra tanto? Será que a gente que tá errada por não viver tanto o futuro? Será que a culpa é nossa? Será que você vai viver o resto dos seus dias só comigo? E será que terei que ocupar minha futura filha(o) da mesma escolha que você fez pra mim? Será que ninguém nos entende? Será que a gente errou muito na vida passada? Será que somos insuportáveis? Será que somos feias por dentro? Será que vamos ficar sozinhas? Mãe, mãe, por favor, não me abandona. Eu preciso de você. E independente do que eles dizem de nós e do que eles poderiam comentar: somos estrelas, eu e tu. Brilhantes que ficam no maior degrau da escada e, mesmo longe, cegamos mais que qualquer outra mais perto. Mãe, mãe, eu não vou a canto algum. Eu volto. Eu volto pra casa.
Vovô, não me deixa nunca, por favor.
(Que o nunca seja um dia bem bem distante de hoje).
Vovô, não me deixa nunca, por favor.
(Que o nunca seja um dia bem bem distante de hoje).
9.6.06
Fragmentos I
Agora a moral não mais reside em cabides...
Falta continuar. Mas é que veio só isso na cabeça de uma vez, do nada. Deve significar alguma coisa.
30.5.06
Máquina do Tempo
Aconteceu assim. O chiclete caiu no chão. A menina que eu odiava pega, abre e coloca-o na boca.
- Ei, me devolve!
- Achado não é roubado!
E eu não lembro o que eu fiz. Mas não fiz nada. Falei com a professora e ela fez a menina me devolver o chiclete. Só que ao invés de me dar um bubbaloo de volta, a vaca me deu um chiclete adams.
E se tivesse sido assim:
O chiclete cai no chão. A menina pega, abre e coloca-o na boca.
- Ow, devolve!
- Achado não é roubado!
- Que idiota. Quer saber? Fica com ele! Acho que você precisa mais dele do que eu nessa sua vidinha infeliz. E cuidado pra não engasgar, tá?
Se tivesse sido assim. Eu não seria eu agora. E eu não sei como eu seria, mas eu adoraria descobrir. Pena que não dá. Muita coisa pra pensar, pra ponderar. Enfim.
°
Agora ela deve estar gorda e feia. Assim como as outras garotas que me encheram o saco no decorrer da minha infância. Minha fala mais legal, como meus amigos e amigas a conhecem, rindo, do jeito que eu faço e não sei descrever:
- Se fudeu!
- Ei, me devolve!
- Achado não é roubado!
E eu não lembro o que eu fiz. Mas não fiz nada. Falei com a professora e ela fez a menina me devolver o chiclete. Só que ao invés de me dar um bubbaloo de volta, a vaca me deu um chiclete adams.
E se tivesse sido assim:
O chiclete cai no chão. A menina pega, abre e coloca-o na boca.
- Ow, devolve!
- Achado não é roubado!
- Que idiota. Quer saber? Fica com ele! Acho que você precisa mais dele do que eu nessa sua vidinha infeliz. E cuidado pra não engasgar, tá?
Se tivesse sido assim. Eu não seria eu agora. E eu não sei como eu seria, mas eu adoraria descobrir. Pena que não dá. Muita coisa pra pensar, pra ponderar. Enfim.
°
Agora ela deve estar gorda e feia. Assim como as outras garotas que me encheram o saco no decorrer da minha infância. Minha fala mais legal, como meus amigos e amigas a conhecem, rindo, do jeito que eu faço e não sei descrever:
- Se fudeu!
21.5.06
Formiga... atômica?
Hoje eu matei uma formiga. Uma das várias que aparece no meu quarto. O que eu posso fazer? Casa é assim mesmo.
A matei no banheiro. E ela se remexeu e remexeu, tentando se levantar por muito tempo. E de repente, sabe-se lá da onde, ela dá um pulo. Um pulo de 10 cm de distância do chão. Acredite se quiser.
Ainda bem que ela morreu, senão ela poderia contar essa descoberta da catapulta própria pras outras formigas e fazer da nossa vida um inferno. Ou melhor, um formigueiro.
A matei no banheiro. E ela se remexeu e remexeu, tentando se levantar por muito tempo. E de repente, sabe-se lá da onde, ela dá um pulo. Um pulo de 10 cm de distância do chão. Acredite se quiser.
Ainda bem que ela morreu, senão ela poderia contar essa descoberta da catapulta própria pras outras formigas e fazer da nossa vida um inferno. Ou melhor, um formigueiro.
19.5.06
Trilha
Você saiu por aquela porta e uma parte do meu coração te perseguiu gritando "volta!". Mas o som era fraco, era mudo. Você continuou andando na direção contrária a mim, com o pedaço do meu coração grudado aos seus pés, se despedaçando cada vez mais, a cada passo, a cada centímetro a mais de distância. A cada passo pedaços pequenos caíam com força no chão. E dói.
Não assuma que ele é um pobre burro coração apaixonado. Na verdade, ele é muito esperto. Ele me deixou uma trilha para chegar até você. E a cada passo meu, eu vou juntando os pedaços, que se encaixam como imã. O imã mais perfeito de todos.
No fim, minhas costas reclamam, perguntam que culpa tem elas. Mas o coração não ouve, feliz que só. Na sua mão.
Não assuma que ele é um pobre burro coração apaixonado. Na verdade, ele é muito esperto. Ele me deixou uma trilha para chegar até você. E a cada passo meu, eu vou juntando os pedaços, que se encaixam como imã. O imã mais perfeito de todos.
No fim, minhas costas reclamam, perguntam que culpa tem elas. Mas o coração não ouve, feliz que só. Na sua mão.
12.5.06
Pizzaiolos
Por que os pizzaiolos lembram tanto o Papai Noel?
O Papai Noel é Italiano?
(Porque os pizzaiolos são ou lembram italianos)
Será que o Papai Noel vai dar de presente a Taça da Copa do Mundo para os italianos, para a Itália? Nah*... nem tá perto do Natal. Mas se a Copa do Mundo fosse no fim do ano, com certeza a vitória era da Itália.
* Nah = não.
O Papai Noel é Italiano?
(Porque os pizzaiolos são ou lembram italianos)
Será que o Papai Noel vai dar de presente a Taça da Copa do Mundo para os italianos, para a Itália? Nah*... nem tá perto do Natal. Mas se a Copa do Mundo fosse no fim do ano, com certeza a vitória era da Itália.
* Nah = não.
8.5.06
Diálogo Inventado 2
- Ei, ei, menina! Você tá muito mal vestida, sabia?
- Você é um estilista famoso?
- Não, mas...
- Você faz moda?
- Não.
- Você é gay?
- Não. Mas pelo menos tenho noção do que usar, coisa que você não tem.
- Olha, quando você tiver alguma propriedade pra falar alguma coisa sobre isso, você me procura tá?
Ela sai.
- And lose that stupid hat!
- Você é um estilista famoso?
- Não, mas...
- Você faz moda?
- Não.
- Você é gay?
- Não. Mas pelo menos tenho noção do que usar, coisa que você não tem.
- Olha, quando você tiver alguma propriedade pra falar alguma coisa sobre isso, você me procura tá?
Ela sai.
- And lose that stupid hat!
26.4.06
Diálogo Inventado
- É melhor você ir, senão você vai se atrasar para sua aula.
- Você não quer me ver?
PAM
Para tudo. Como assim? Eu quero ver e, sim, ela quer me ver. Só tá preocupada comigo. Resposta errada. Vamos de novo.
- É melhor você ir, senão você vai se atrasar para sua aula.
- Eu vou te esperar porque eu quero te ver.
- Mas você vai se atrasar.
- Se demorar muito eu vou, daí depois eu volto. Mas eu vou esperar o máximo, porque preciso de um abraço teu.
- Tá bom então.
PAM
Resposta errada dela. Seria melhor se ela dissesse: "Oh, meu amor, também quero um abraço teu". E eu falaria "te amo". E ela falaria "te amo" e "até mais".
- Beijo.
- Beijo.
- Tchau.
- Tchau.
22.4.06
Pivete do Rio de Janeiro
Lá estou eu, saindo de algum túnel, metrô, o que seja, no Rio de Janeiro. Uma menina que eu não conhecia me abraçava e dava em cima de mim, enquanto outras me olhavam com desprezo e outras ainda me olhavam com curiosidade e interesse. Mas isso não é importante.
A gente estava saindo, pessoas coloridas e fashion. Do tipo que ainda não vi no Rio de Janeiro efetivamente. Mas elas estavam lá.
Aparece um garoto. Da nossa pouca altura. Da altura delas, pelo menos. De relance, parecia mais um do grupo, mas depois notei que ele tava roubando celulares. Ele com uns 10 bonés na cabeça, uma mochila, uma bermuda e uma camiseta. Muito bom furtador, mas eu o vi. Tirei os bonés da cabeça dele. Ele ficou puto e veio me roubar. Segurei as mãos dele e ele mesmo assim conseguia mexer nos meus bolsos, tirando alguns papéis quadrados e dobrados com detalhes que eu não podia perder. Eu pedia, "não, deixa os papéis aí, eu preciso deles, por favor!". Mas ele não devolvia. Ele pegou no meu celular e eu segurei mais forte a mão dele. Até que dei uma joelhada no saco dele. Ele saiu correndo. Deixando pra trás os papéis quadrados no chão, a mochila dele, os bonés que saíram da cabeça dele e meu celular - esse ele não conseguiu tirar da minha cintura.
Cheguei no Hotel, com a ajuda dos papéis quadrados (eu disse que eles eram importantes), abri a mochila. Vários e vários celulares. Pensei: devo devolver, mas não posso devolver assim, podem pensar que é um seqüestro, que é armação. No meio tempo, ninguém ligava pra saber do celular. Basicamente, tinham desistido. Pensei de novo: vou ligar pra polícia e vou contar o que aconteceu. Não vou entregar os celulares, porque eles nunca vão chegar aos donos. Eu mesmo quero devolver em mãos. E quero alguém pra me defender do lado. Algum policial de preferência (por mais que eu não confie tanto em policiais).
Enfim consegui conversar com um policial ou arrumar um jeito, não lembro exatamente. Liguei para a 'casa' de um dos donos dos celulares.
- Olha seguinte, isso não é um trote. Eu consegui pegar a mochila de um pivete que tava tentando me assaltar e tava cheio de celular. E um deles é esse. Eu não tenho idéia de quem é o dono, mas gostaria de devolver. Se você se sentir melhor, pode vim com polícia ou algo assim, só pra você ter certeza que não é trote. Eu te encontro na delegacia de polícia da rua tal.
Eu só queria provar que existe gente boa no mundo. Porque eu poderia ficar com todos os celulares.
Os cigarros que encontrei: um Carlton Mint e outros de uma marca que nunca vi na vida (porque elas não existem). O Carlton eu peguei e peguei um maço da outra marca pra experimentar, exatamente porque nunca tinha visto . Mas fui pro lugar marcado com a mochila, o celular na mão e perguntei se havia mais coisa que fosse da pessoa. Com honestidade, sejam honestos como eu estou sendo.
É. Só em sonho pra haver tanta honestidade assim. Mas se eu encontrasse tal bolsa, eu devolveria os celulares na vida real também.
A gente estava saindo, pessoas coloridas e fashion. Do tipo que ainda não vi no Rio de Janeiro efetivamente. Mas elas estavam lá.
Aparece um garoto. Da nossa pouca altura. Da altura delas, pelo menos. De relance, parecia mais um do grupo, mas depois notei que ele tava roubando celulares. Ele com uns 10 bonés na cabeça, uma mochila, uma bermuda e uma camiseta. Muito bom furtador, mas eu o vi. Tirei os bonés da cabeça dele. Ele ficou puto e veio me roubar. Segurei as mãos dele e ele mesmo assim conseguia mexer nos meus bolsos, tirando alguns papéis quadrados e dobrados com detalhes que eu não podia perder. Eu pedia, "não, deixa os papéis aí, eu preciso deles, por favor!". Mas ele não devolvia. Ele pegou no meu celular e eu segurei mais forte a mão dele. Até que dei uma joelhada no saco dele. Ele saiu correndo. Deixando pra trás os papéis quadrados no chão, a mochila dele, os bonés que saíram da cabeça dele e meu celular - esse ele não conseguiu tirar da minha cintura.
Cheguei no Hotel, com a ajuda dos papéis quadrados (eu disse que eles eram importantes), abri a mochila. Vários e vários celulares. Pensei: devo devolver, mas não posso devolver assim, podem pensar que é um seqüestro, que é armação. No meio tempo, ninguém ligava pra saber do celular. Basicamente, tinham desistido. Pensei de novo: vou ligar pra polícia e vou contar o que aconteceu. Não vou entregar os celulares, porque eles nunca vão chegar aos donos. Eu mesmo quero devolver em mãos. E quero alguém pra me defender do lado. Algum policial de preferência (por mais que eu não confie tanto em policiais).
Enfim consegui conversar com um policial ou arrumar um jeito, não lembro exatamente. Liguei para a 'casa' de um dos donos dos celulares.
- Olha seguinte, isso não é um trote. Eu consegui pegar a mochila de um pivete que tava tentando me assaltar e tava cheio de celular. E um deles é esse. Eu não tenho idéia de quem é o dono, mas gostaria de devolver. Se você se sentir melhor, pode vim com polícia ou algo assim, só pra você ter certeza que não é trote. Eu te encontro na delegacia de polícia da rua tal.
Eu só queria provar que existe gente boa no mundo. Porque eu poderia ficar com todos os celulares.
Os cigarros que encontrei: um Carlton Mint e outros de uma marca que nunca vi na vida (porque elas não existem). O Carlton eu peguei e peguei um maço da outra marca pra experimentar, exatamente porque nunca tinha visto . Mas fui pro lugar marcado com a mochila, o celular na mão e perguntei se havia mais coisa que fosse da pessoa. Com honestidade, sejam honestos como eu estou sendo.
É. Só em sonho pra haver tanta honestidade assim. Mas se eu encontrasse tal bolsa, eu devolveria os celulares na vida real também.
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